O trabalho do assessor técnico é garantir a legalidade e a eficiência dos gastos públicos, assessorando e orientando as ações dos gestores públicos municipais.
Desempenham atividades técnicas especializadas atuando como membros em comissões de licitação, processos administrativos disciplinares, sindicâncias e tomadas de contas especiais, exercendo funções típicas e deliberativas desses colegiados.
Também desempenham atividades relacionadas aos processos de licitação e contratos, incluindo a prática dos atos necessários à sua formação, gestão e fiscalização. Além disso, podem ser designados para executar ações, serviços, projetos e programas de grande complexidade, elaborando, executando ou concluindo as atividades específicas exigidas, com ou sem participação multiprofissional.
Este FAQ tem como objetivo esclarecer as principais dúvidas relacionadas à atuação do Assessor Técnico na Administração Pública, bem como apresentar orientações sobre a aplicação da Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei Federal nº 14.133/2021).
Por meio de perguntas e respostas objetivas, busca-se facilitar a compreensão das atribuições, responsabilidades e limites de atuação do assessor técnico, além de abordar os principais aspectos da legislação, os procedimentos administrativos e as boas práticas.
A Lei nº 14.133/2021 consolidou e modernizou as regras de licitações e contratos administrativos, substituindo a Lei nº 8.666/1993 e a Lei do Pregão. Ela trouxe novas modalidades como o diálogo competitivo e aprimorou a gestão contratual.
O Pregão é utilizado para a aquisição de bens e serviços comuns, visando maior agilidade e competitividade através da disputa por lances.
O Decreto nº 10.024/2019 regulamenta especificamente o pregão eletrônico no âmbito federal. Embora a Lei nº 14.133/2021 incorpore as regras do pregão, o Decreto ainda serve como base e referência detalhada para a operacionalização dessa modalidade, inclusive para estados e municípios.
A Lei de Responsabilidade Fiscal menciona o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) como os três principais instrumentos de planejamento orçamentário.
A Dispensa de Licitação ocorre em situações específicas previstas em lei onde a licitação é inviável ou desnecessária, enquanto a Inexigibilidade de Licitação se dá quando não há competição possível
para o objeto, como no caso de um fornecedor exclusivo ou serviço técnico singular.
De acordo com a Lei nº 4.320/1964, as despesas públicas são classificadas em Despesas Correntes (para manutenção e funcionamento) e Despesas de Capital (para investimentos e aquisição de bens duradouros).
O objetivo principal da Lei nº 12.527/2011 é garantir que qualquer cidadão tenha acesso a informações produzidas ou custodiadas por órgãos e entidades da administração pública, promovendo a transparência e o controle social.
Um Termo Aditivo é um instrumento legal que formaliza alterações em um contrato administrativo já existente. Sua finalidade é modificar cláusulas como prazos, valores, ou objeto, sempre respeitando os limites legais e justificativas pertinentes.
Dois princípios que regem as licitações e contratos administrativos na Lei nº 14.133/2021 são a Isonomia (igualdade de condições entre os licitantes) e a Transparência (publicidade de todos os atos do processo). Outros incluem a moralidade, a impessoalidade, a economicidade.
A Lei nº 8.666/1993 foi substituída pela Lei nº 14.133/2021, mas ainda se aplica a processos licitatórios e contratos que foram iniciados sob sua égide antes da completa transição para a nova lei, operando em um período de convivência normativa.
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